Chefe da ONU para migrações visita Moçambique e confere resposta humanitária

Para Vitorino, é necessário expandir, rapidamente, a assistência e apoio a centenas de milhares de indivíduos deslocados pela contínua insegurança em Cabo Delgado

O português António Vitorino diz que é preciso expandir assistência a centenas de milhares de pessoas deslocadas pela insegurança em Cabo Delgado; OIM pede US$ 58 milhões para ação.

Os combates entre grupos armados não-estatais e forças do governo de Moçambique na província de Cabo Delgado, no norte do país, já levaram ao deslocamento de mais de 732 mil pessoas na região.

Nesta terça-feira, a Organização Internacional para Migrações informou que precisa de US$ 58 milhões para apoiar quem foge da violência. A OIM diz que o montante inclui US$ 21,7 milhões para a resposta de necessidades urgentes de salvamento.

Resiliência

Esta semana, o diretor-geral da OIM, António Vitorino, visita Moçambique onde está vendo de perto a crise. Ele utiliza o périplo para avaliar ações de apoio e a resposta humanitária devido à insegurança, bem como as intervenções da agência, na recuperação, resiliência comunitária e construção da paz.  

Para Vitorino, é necessário expandir, rapidamente, a assistência e apoio a centenas de milhares de indivíduos deslocados pela contínua insegurança em Cabo Delgado.

Ele visitou o distrito de Metuge, que acolhe mais de 125 mil pessoas desde finais de 2017, com o início da ação de grupos armados não-estatais.

Abrigo

António Vitorino afirma que a necessidade é mais urgente do que nunca, considerando o contexto em rápida mudança nos distritos do norte de Cabo Delgado.

De acordo com a Matriz de Monitoria de Deslocamentos da OIM, as famílias continuam procurando abrigo, assistência humanitária e meios de apoio. 

Mais de 9,2 mil pessoas deslocadas continuam à procura de abrigo, metade das quais sofreram deslocamentos múltiplos.

Entre janeiro e julho, a OIM Moçambique prestou assistência a mais de 600 mil pessoas em Cabo Delgado, incluindo para a construção de abrigos ou apoio à reconstrução, abrigos de emergência e artigos não-alimentares ou domésticos

Fonte:Onu/OIM