Moçambique/Ataques: Forças militares da SADC estão “totalmente operacionais”

Cabo Delgado -Moçambique

Maputo, 03 setembro 2021 (Lusa) -Radio os latinos 33

A missão militar conjunta de países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no norte de Moçambique já está operacional, segundo um comunicado da missão hoje divulgado.

“As forças da Missão da África Austral em Moçambique (SAMIM, sigla inglesa) foram lançadas a 09 de agosto e estão agora totalmente operacionais e a ter algum sucesso”, lê-se no documento distribuído hoje pela missão, em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.

Até ao momento, a SAMIM “tem conduzido operações dentro da sua área de responsabilidade designada, em estreita coordenação com as forças das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM)”, acrescenta. 

No documento detalha-se que as forças conjuntas invadiram um esconderijo insurgente na área de Muera, ao sul de Mbau, no último sábado (28 de agosto), onde foi capturado um rebelde.

No mesmo local, recuperou veículos, armas e documentos. 

“O insurgente capturado foi posteriormente entregue às FADM e os documentos compartilhados com outras forças para explorar informação”, refere-se no comunicado.

As forças do SAMIM perderam dois membros devido a acidentes. 

“Um membro do Botsuana esteve envolvido a 29 de julho num acidente com um veículo motorizado, enquanto um membro da Tanzânia perdeu a vida num incidente envolvendo uma aeronave, no último sábado”.

Juntando forças de diferentes países, a missão serve um mandato de seis pontos centrado em apoiar o estado moçambicano a tornar segura a província de Cabo Delgado e dar apoio aéreo, marítimo, logístico e de treino militar, recorda-se no comunicado.

O mandato inclui ainda o apoio às operações humanitárias.

“As forças da SAMIM têm estreitado relações de forma ativa com os agentes não estatais, tal como as Nações Unidas”, acrescenta-se no documento, preparando “futuras ações humanitárias”.

O conflito armado entre forças militares e insurgentes em Cabo Delgado já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

A luta contra os insurgentes ganhou um novo impulso a 06 de agosto após forças moçambicanas e do Ruanda terem reconquistado Mocímboa da Praia, vila onde os rebeldes protagonizaram o seu primeiro ataque em outubro de 2017.

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Lusa/RL33