Governo destaca mecanismos que contribuíram para sucesso no combate à pandemia

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o reforço no Serviço Nacional de Saúde foi fundamental para aumentar a qualidade das respostas do sistema de saúde aos problemas provocadas pela pandemia de Covid-19.

Na Assembleia da República, durante a discussão de dois relatórios do Governo sobre o estado de emergência entre 31 de janeiro e 1 de março, a Ministra destacou os mecanismos que contribuíram para o combate à pandemia, como o aumento da remuneração pelo trabalho prestado, a alteração da remuneração do trabalho prestado, o alargamento dos horários, a contratação de mais médicos e enfermeiros e o recurso a novos mecanismos no trabalho por turnos.


«Houve na parte da saúde um instrumento significativo para o combate à pandemia nesta fase que foi possibilitar o reforço dos recursos humanos em unidades de saúde», disse Marta Temido, acrescentando que «este mecanismo permitiu, de forma inegável, combater melhor a pandemia em termos de respostas do sistema de saúde» e promover a redução dos números de novos casos e de internados durante o mês de fevereiro.

A Ministra realçou que houve uma melhoria da situação epidemiológica e uma redução no número de novos casos durante este período mas sublinhou que «foi necessário recorrer ao sistema sancionatório instituído pelo regime do estado de emergência, tendo sido aplicadas, durante aquele período, 6319 contraordenações por incumprimento ao dever geral de recolhimento domiciliário e detidas 32 pessoas».


«Pautou-se uma vez mais pelo cumprimento dos portugueses em relação ao dever geral que se lhes pedia. Se num período que já se afigura muito longo e que muitos se mostram e manifestam como cansados das exigências de medidas de combate à pandemia em termos de redução de contactos e cumprimentos das regras básicas de precaução de saúde púbica, muitos outros continuam a cumpri-las», acrescentou.


Marta Temido referiu que Portugal é neste momento o segundo país com melhores números na União Europeia mas reiterou a necessidade de os portugueses continuarem a cumprir as regras.


O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, acrescentou que a próxima quinzena e a próxima semana até 5 de abril serão decisivas para o plano de desconfinamento apresentado pelo Governo, reiterando o apelo aos portugueses para «um esforço coletivo para provar a capacidade de resiliência».

«Isso depende de todos nós, isto não terminou, isto depende fundamentalmente do que fizermos nos próximos dias até à Páscoa», disse o Ministro, falando sobre a reabertura prevista no plano de desconfinamento das escolas do segundo e terceiro ciclo, esplanadas de restaurantes e lojas de rua».


Eduardo Cabrita salientou ainda que «na próxima semana não haverá viagens turísticas para Portugal» e «só serão admitidos os que viajam em deslocações essenciais». «São essas as formas de garantir a nossa segurança sanitária, tal como o reforço acrescido de manutenção nas fronteiras terrestres», acrescentou.