Indústria de Defesa deve ser «motor do crescimento económico na Europa»

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na sessão de abertura de um seminário sobre Economia de Defesa Europeia, Lisboa, 24 maio 2021

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que a indústria de Defesa deve ser vista como um «motor do crescimento económico na Europa» durante uma intervenção na sessão de abertura de um seminário sobre Economia de Defesa Europeia, organizado pela idD – Portugal Defence, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

«Contribui diretamente para o Pacto Ecológico Europeu, para a transformação digital e tem efeitos muito importantes noutros setores das economias nacionais», disse, acrescentando que estes setores estão «muito orientados para a internacionalização dos negócios, a inovação e a produção de empregos de elevada qualidade e altamente qualificados».
João Gomes Cravinho salientou o contexto favorável para o desenvolvimento desta indústria, referindo que «a resiliência da indústria de Defesa deve ser uma prioridade, o que implica olhar para as cadeias de abastecimento que são críticas para o setor e abordar os impactos da regulamentação na nossa capacidade de responder a um ambiente de segurança volátil».


O Ministro frisou que a cibersegurança, a corrupção e a identificação adequada de parceiros prioritários e fiáveis fora da União Europeia são outras prioridades que têm de ser trabalhadas em conjunto na Europa.

A União Europeia e a NATO terão de ser capazes de «alinhar melhor os ciclos de desenvolvimento de capacidades para «melhorar a gestão do investimento com o resultado final» e, individualmente, terão de ter «uma maior capacidade e um conjunto coerente de forças à disposição da União Europeia para que esta possa atuar sozinha quando necessário e em parceria com a Aliança sempre que possível».


O Ministro ressalvou ainda a importância de garantir uma «representação geográfica equilibrada», através do reforço a capacidade nacional, para que «todos os representantes nacionais da Base Tecnológica e Industrial de Defesa tenham uma voz no diálogo com as instituições da União Europeia» e para que as condições de concorrência possam ser niveladas.

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