ONU marca Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas do Terrorismo

Unodc
Ainda que a luta contra o terrorismo tenha obtido sucessos importantes, a ameaça terrorista permanece e se diversifica

Contato social e emocional em tempos de pandemia são destaques em “Conexões”, o tema de 2021, o segundo ano em que as cerimônias são feitas a distância por causa da crise de saúde global.

As Nações Unidas comemoram, neste 21 de agosto, o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo. Este é o quarto ano em que a ONU organiza eventos para lembrar as pessoas que perderam a vida ou perderam parentes e amigos, além daqueles que ficaram feridos em atos de terrorismo pelo mundo.

Apoio

Com a pandemia desde o ano passado, os eventos são realizados pela internet. Desta vez, o tema é “Conexões” para destacar a importância do contato social e emocional em épocas de confinamento.

Por causa da Covid-19, muitas vítimas do terrorismo sofrem com falta de recursos e ações que defendam seus direitos e promovam apoio.
Muitas pessoas ficaram afastadas da família, dos amigos e comunidades. 

Segundo a ONU, os atos de terrorismo seguem propagando uma série de ideologias de ódio que continuam ferindo, prejudicando e matando milhares de pessoas inocentes todos os anos.

A organização afirma que muitos países mantiveram o apoio às vítimas. 

Minusma/Gema Cortes
Segundo a ONU, os atos de terrorismo seguem propagando uma série de ideologias de ódio que continuam ferindo, prejudicando e matando milhares de pessoas inocentes todos os anos

Maratona de Boston

Num dos eventos este ano, que contou com a participação do secretário-geral António Guterres, e do chefe do Escritório de Contraterrorismo, Vladimir Voronkov, sobreviventes desses atentados se reuniram com autoridades e os co-presidentes do Grupo de Amigos das Vítimas de Terrorismo. Como este 21 cai num sábado, as comemorações foram antecipadas para a véspera.

Participaram os embaixadores da Espanha e do Afeganistão na ONU e duas vítimas: uma do Quênia e outra da Noruega. O Escritório também preparou a exibição do curta-metragem “Sobrevivendo ao Terrorismo: o Poder das Conexões”, que retrata as vítimas e os que sobreviveram ao redor do mundo. 

A discussão interativa teve sobreviventes do terrorismo em países como Iraque, Marrocos, Canadá e Reino Unido e foi moderada por Amy O’Neill vítima do ataque terrorista contra os participantes da Maratona de Boston, em 2013.

Minusma/ Harandane Dicko
Covid-19 destacou vulnerabilidades “a formas novas e emergentes de terrorismo

Terapia

O filme foi seguido de um debate sobre o impacto da pandemia na vida deles e formas de fortalecimento da comunidade internacional em apoio às vítimas. Para a ONU, as vítimas continuam com dificuldade de serem ouvidas e receberem o apoio do qual precisam. Ainda para se recuperarem, elas precisam de apoio físico e emocional, terapia e outros recursos para se reerguerem do trauma de ser atacado desta forma.

A data foi estabelecida pela Assembleia Geral em 2017. As ações são resultado da Estratégia Global de Contraterrorismo, aprovada em 2006.
O evento sobre o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas do Terrorismo pode ser visto na TV Web das Nações Unidas. 

Governo Federal / Guido Bergmann
Secretário-geral lembrou que os países-membros têm, pela resolução aprovada pela Assembleia Geral, um incentivo para apoiar e assistir quem sobrevive ao ataque terrorista

11 de setembro

Ao discursar, no evento de sexta-feira, na sede da ONU, o secretário-geral António Guterres lembrou os atentados de 11 de setembro contra os Estados Unidos, que farão 20 anos no próximo mês. Quase 3 mil pessoas foram assassinadas na destruição das torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque. 

O secretário-geral disse que o ataque foi motivo de horror e revolta em todo o mundo. Desde então, milhares de pessoas foram mortas ou feridas, famílias destruídas e sociedades destroçadas com o avanço do terrorismo.

O chefe da ONU citou causas como extremismo político e religioso, xenofobia, racismo e outras razões para o terrorismo. Às vítimas desses ataques hediondos, Guterres expressou solidariedade e disse que elas não estão sós.

Ocha/Charlotte Cans
O bairro de Faj Attan, no Iêmen, é regularmente atingido por ataques aéreos. A maior parte da população foi embora

Congresso Global em 2022

O secretário-geral lembrou que os países-membros têm, pela resolução aprovada pela Assembleia Geral, um incentivo para apoiar e assistir quem sobrevive ao ataque terrorista especialmente àqueles que também são vítimas de violência sexual e baseada em gênero.

Para Guterres, lembrar significa honrar aos que perderam suas vidas e também compreender a responsabilidade de evitar que esses atentados se repitam causando mais mortes.

Em 2022, a ONU organizará o primeiro Congresso Global de Vítimas do Terrorismo.

Fonte:ONUNEWS/RL33